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“«Frágua de Amor», de Gil Vicente”, por A Escola da Noite e O Bando de Surunyo.

Em celebração dos 500 anos deste texto vicentino, a A Escola da Noite une-se ao O Bando de Surunyo para reviver esta peça que celebra o amor e a mudança. Uma encomenda em honra da união de D. João III, de Portugal, com D. Catarina, irmã de Carlos V, de Espanha. 

Cupido foge do leito de sua mãe, Vénus, para ajudar D. João III a conquistar a sua amada. Este inventou uma tal forja ("frágua"), que prepara os portugueses para os novos tempos. Quem por lá for forjado, transformar-se-á em algo melhor! Todos queriam ser forjados, desde os mais desprezados, até aos de maior estatuto social. Nem a justiça escapou deste processo… Uma amostra de que com AMOR, tudo se transforma. 

O projeto teve como responsável pela encenação, António Augusto Barros e pela direção musical, Hugo Sanches. 

Não é a primeira vez que assisto a uma produção vicentina da A Escola da Noite, com direção de António Augusto Barros, e, novamente, não voltou a desiludir. Um espetáculo muito bem conseguido! Começando pelo jogo cénico, desde o trabalho com as profundidades do palco, a utilização de maquinaria de cena e a movimentação dinâmica dos elementos de cena, o trabalho cenográfico de João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano, a celestial componente musical que acompanhou toda a peça e as interessantes interpretação, com destaque para o jogos corporais. 

Um junção de momentos cómicos, reflexivos e de deleite auditivo e visual para o espetador.

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