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Mensagens

A mostrar mensagens de março, 2024

“Sobre”, por Pedro Fresneda (ES).

A palavra “Sobre”, no seu significado comum, representa a exploração/investigação/identificação de algo. Esse “algo”, pode ser “qualquer coisa”. A "definição" torna-se "indefinida".  Este espetáculo performático, idealizado por Pedro Fresneda e criado pelo próprio Pedro Fresneda, Raquel Hernandéz e Artús Rei, mais a colaboração de Juan Navarro e Terrorismo de Autor, apresenta a desconstrução do mundo em que vivemos, ou pelo menos, de como o idealizamos. A exploração do sentido das conexões humanas e a perceção sensorial do que nos rodeia, são temas pilares desta produção.  Um trabalho bastante diferente daquele que estou acostumado a assistir, que confesso ter me agradado. As imagens corporais criadas pelos intérpretes, mais a exposição de novas formas de utilização da maquinaria eletrónica de cena, são dois aspetos que, pessoalmente, mais me cativaram. Destaco a disrupção, desde o início, do modelo de apresentação teatral definido socialmente.

“Recordari”, pelas alunas do 4º ano da ESAD Galicia (ES).

Desde o comentário passado do obradoiro “Plumas e Alcatrán”, também de alunos do 4º ano da ESAD Galicia, foi me explicado que  existem dois tipos de espetáculos, sendo estes na vertente textual (o caso do “Plumas e Alcatrán”) e na vertente gestual (o caso do “Recordari”).  Como referido no comentário anterior, o “obradoiro” (oficina de criação), consiste em que os alunos do 4º ano, dos quatro cursos existentes na ESAD Galicia (cenografia, dramaturgia, encenação e interpretação), criem e executem um projeto teatral.  “Recordari”, apresenta-nos o universo imaginário de uma Velha, que, no seu fim de vida, tem um último reencontro com as suas versões passadas (Jovem e Adulta). Uma viagem pela Memória, que revive certos traumas e superações. O projeto está apoiado no trabalho de Máscara.  Esta produção teve como linha de pensamento o texto “Horizontal en bianco” de Ezequiel Rodriguez. A encenação esteve ao comando de Susana Villaverde e Sara Faro e a cenografia por Amelia...

“Que din as rumorosas”, por Maquinarias Teatro (ES).

Homenageando seis artistas galegas (Bella Otero (cantora e bailarina), Maruja Mallo (pintora), Mercedes Mariño (atriz), Maruxa Villanueva (atriz), Eugenia Osterberger (compositora), María A Balteira (trovadora) e Tania Villamarín (atriz)), a companhia Maquinarias Teatro criou este espetáculo com a intenção de demonstrar, utilizando as histórias destas mulheres como exemplo, de como a Arte é um elemento crucial para o desenvolvimento pessoal e social. Ao mesmo tempo, expuseram o contexto precário em que se encontra o sistema artístico. Como dito pela própria companhia e passo a citar, “Uma comédia sobre como ser artista… e mulher.”.  Esta produção teve como responsável pela encenação, Paula Carballeira.  Destaco o meu agrado pelo tema abordado. A ideia de como estas mulheres, utilizando a Arte, conseguiram se destacar nas suas épocas, sendo recordadas até os dias de hoje. Quanto à proposta cénica, considero que ideia é interessante, contudo, fica aquém do espectável. Julgo que ...

“Manuela Rey Is In The House”, por Teatro do Noroeste / Centro Dramático de Viana.

Manuela Rey, uma galega da zona norte, mais precisamente de  Mondoñedo, que por reviravoltas da vida, acaba por emigrar para Portugal. Aí, torna-se atriz e com 15 anos estreia-se no palco do Teatro Nacional D. Maria II, vindo a pertencer à companhia residente do mesmo. Para além da sua função como atriz, Manuela também escrevia textos dramáticos. Infelizmente, a sua carreira artística foi interrompida pelo seu falecimento, aos 23 anos.  Segundo os próprios criadores, esta produção tem como intensão e passo a citar, “Uma espécie de regresso triunfal de Manuela Rey aos palcos”.  Para além do Teatro do Noroeste / Centro Dramático de Viana, a criação deste espetáculo contou com a coprodução do Centro Dramático Galego, do Teatro Nacional São João e o Teatro Nacional D. Maria II. A responsabilidade pela dramaturgia e encenação, ficou a cabo de Fran Núñez, diretor do CDG.  Tive o privilégio de poder assistir esta peça na cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha....

“Plumas e Alcatrán”, pelos alunos do 4º ano da ESAD Galicia (ES).

Num dos momentos mais importantes para a comunidade escolar da ESAD Galicia, o “obradoiro” (oficina de criação), consiste em que os alunos do 4º ano, dos quatro cursos existentes da instituição (cenografia, dramaturgia, encenação e interpretação), criem e executem um projeto teatral.  “Plumas e Alcatrán”, apresenta relatos de mulheres galegas que foram torturadas pelo regime franquista. Além do mais, a peça critica a posição dos governantes estatais que mantêm estas informações ocultadas à população.  Uma homenagem as Mulheres que, em tempos, foram torturadas por marcharem contra os pensamentos do regime.  A dramaturgia esteve a cabo de Alba Villar e a encenação por Laura Barral e Rocio Garcia. A coordenação pedagógica foi dirigida por Vanesa Sotelo, Ana Arteaga, David Mortol e María Francelina. Uma produção que, no seu conjunto, estimei. Um texto potente, não só pela componente descritiva, mas também pela mensagem política que carrega. Já a nível cénico, gostei de como o...