O formato de teatro fantasmagórico volta às tábuas do palco, mas, desta vez, mesclado com o cinema de terror. Duas linguagens que se conjugam numa peça em que um grupo de amigos, num retiro de fim de semana, é assombrado pelos extremismos do quotidiano. A mescla entre o gore e a ascensão da extrema-direita na Europa. Dois tópicos que se complementam e, consequentemente, levam à inquietação do espírito. O que virá a partir daí? Esta obra teve como responsável pela sua dramaturgia e encenação, Mickaël de Oliveira. Um trabalho que suscita ao público uma mistura de sensações. Pessoalmente, gostei desta conjugação. Um texto que prende os espectadores, não só pelos temas abordados, como também pelo modo em que está construído, um trabalho interpretativo igualmente atrativo, contracenas dinâmicas (mesmo nas discussões mais estáticas) e a implementação de vários estímulos em simultâneo (tanto presenciais, como em vídeo). Destaco a cenografia, de autoria de Pedro Azevedo, com a...
Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.