Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2024

“«Frágua de Amor», de Gil Vicente”, por A Escola da Noite e O Bando de Surunyo.

Em celebração dos 500 anos deste texto vicentino, a A Escola da Noite une-se ao O Bando de Surunyo para reviver esta peça que celebra o amor e a mudança. Uma encomenda em honra da união de D. João III, de Portugal, com D. Catarina, irmã de Carlos V, de Espanha.  Cupido foge do leito de sua mãe, Vénus, para ajudar D. João III a conquistar a sua amada. Este inventou uma tal forja ("frágua"), que prepara os portugueses para os novos tempos. Quem por lá for forjado, transformar-se-á em algo melhor! Todos queriam ser forjados, desde os mais desprezados, até aos de maior estatuto social. Nem a justiça escapou deste processo… Uma amostra de que com AMOR, tudo se transforma.  O projeto teve como responsável pela encenação, António Augusto Barros e pela direção musical, Hugo Sanches.  Não é a primeira vez que assisto a uma produção vicentina da A Escola da Noite, com direção de António Augusto Barros, e, novamente, não voltou a desiludir. Um espetáculo muito bem conseguido! Começa...

“Quis Saber Quem Sou - Um concerto teatral”, por Pedro Penim.

Produção do Teatro Nacional D. Maria II, “Quis Saber Quem Sou”, não é um espetáculo de teatro musical, mas sim, ao que posso designar de, um “concerto que incorpora momentos teatralizados”.  Este, foi um projeto que integrou as Comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de abril. O espetáculo conta com a recolha de canções, cantigas e palavras de ordem que remontam a essa época, essa mentalidade, essa energia! Na voz de jovens intérpretes, é apregoada a palavra intemporal, “LIBERDADE”!  Este espetáculo contou com a conceção textual e encenação de Pedro Penim.  A apresentação culminou em algo que acho incrível, que é a união de todo um público, de idades diversas, nas canções que marcaram um povo. Gostei bastante da lista musical, sob direção de Filipe Sambado, como também das interpretações das mesmas canções. Trabalho de direção vocal de João Neves. Cantares celestiais.  Inicialmente, admito que não estava muito engajado naquilo que me estavam a querer transmitir. ...

“«Esperando Godot», de Samuel Beckett”, por Teatro Oficina Uzyna Uzona (BR).

Nada mais, nada menos, do que uma das companhia mais antiga, ainda em funcionamento, no Brasil. Nada mais, nada menos, do que um dos textos mais aclamados da literatura teatral. Bem… a meu pensar, esta combinação só poderá originar algo de bom. Não?  Este espetáculo foi o último a integrar a bienal ‘Todos São Palco’, com produção do Teatrão, coprodução com várias outras entidades culturais da zona centro e norte do país e a curadoria de Jorge Louraço Figueira.  “À Espera de Godot”, (tradução pt-pt) é um texto que nos faz questionar sobre o porquê da nossa existência. O porquê da existência do VAZIO. Como é que lidamos com o espaço-tempo? E a memória, onde se encaixa nesta história? Por outras palavras, um avultado número de perguntas, que na sua maioria, não espera por uma resposta. Existem apenas por existir. Fora do comum, não?  A peça teve como responsável pela encenação, Zé Celso - simplesmente, um dos maiores nomes do teatro brasileiro, que, infelizmente, faleceu no ...