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A mostrar mensagens de outubro, 2024

“Hamlet 16x8”, por Marco Antonio Rodrigues (BR).

“Hamlet”, um dos textos mais aclamados da literatura teatral, escrita pelo aclamado, William Shakespeare. “Augusto Boal”, o maior nome do teatro brasileiro e um dos maiores do século XX. O que ambos têm em comum? A dúvida: “ser, ou não ser, eis a questão…”.  A partir de excertos do livro, “Hamlet e o Filho do Padeiro: Memórias Imaginadas”, escrito pelo próprio Boal, numa recolha das suas memórias e experiências ao longo da sua carreira, Marco Antonio Rodrigues e Rogério Bandeira, criam uma narrativa onde interpretam essas mesmas memórias e expõem a evolução do teatro brasileiro, do Teatro Arena e do próprio Boal.  Este espetáculo integra a bienal ‘Todos São Palco’, com produção do Teatrão, coprodução com várias outras entidades culturais da zona centro e norte do país e a curadoria de Jorge Louraço Figueira.  Este trabalho teve como responsáveis pela dramaturgia, Marco Antonio Rodrigues e Rogério Bandeira. A encenação ficou ao comando do Marco Antonio Rodrigues e a interp...

“«Às sete da tarde quando morrem as mães», de AveLina Pérez”, pela Cooperativa Bonifrates.

Já fazem alguns meses desde que me despedi da Galiza e da sua gente. As saudades já começam a apertar. Para apaziguar este sentimento, tive o privilégio de poder assistir à obra conceituada da dramaturga, também conceituada, AveLina Pérez.  No tempo em que vivi naquelas terras, esta peça era muito mencionada, comentada e relembrada, contudo, por um nome diferente: “Às oito da tarde cando morrem as nais” - pronto, não é assim tão diferente... é apenas a hora…, mas já é uma diferença!  Logo no primeiro contacto com o título, associamo-la a temas densos, pesados, no entanto, a verdadeira premissa desta obra, é a libertação e a escuta das necessidades do público para com as obras que assiste e os artistas.  O que fazem ali? Porque foram até lá? Necessitam de algo? O que é que necessitam? Cederam de algo para estarem naquelas cadeiras? As mães? Ficaram com quem? São estas e inúmeras outras perguntas que se desenvolvem ao longo do espetáculo.  Como referi anteriormente, es...

“«A Noite Canta os Seus Cantos», de Jon Fosse”, por Baal17.

A simplicidade de um jovem casal que vive a recente experiência de serem pais. Um escritor sem editora, uma nora que não é bem apreciada pelos sogros, solidão, uma saída à noite, um mistério, uma dúvida. A insistência é constante. Até que ponto os jogos psicológicos são legítimos para se conseguir a tão desejada PAZ / ESTABILIDADE / TRANQUILIDADE? Se algo não correr como esperado, deve existir a culpa?  Estas são algumas ideias que acredito estrem presentes no texto de Jon Fosse, dramaturgo norueguês, Nobel da Literatura de 2023, ‘A Noite Canta os Seus Cantos’, que é posto em cena pela Baal17. Para tal, contou com a tradução de Pedro Fernandes e Manuel Resende e encenação de Luís Varela.  O texto é maravilhoso! Acabei o espetáculo confuso, revoltado e, estranhamente, satisfeito com essa mistura de sensações. Um trabalho que coloca em prova a cabeça do espetador com as suas sucessivas repetições e insistências, fazendo-o questionar o porquê daquilo estar a acontecer. É engraçad...

“Augúrio”, por TARRAFO - Associação Cultural.

Espetáculo integrante do Festival 'CORRENTES DE UM SÓ RIO', a TARRAFO - Associação Cultural, abre-nos a janela de um estúdio de gravação, onde um grupo de cinco músicos, são desafiados a compor em doze horas, músicas para um novo álbum. “Augúrio” é o título desse álbum.  Será que alguém conseguiria adivinhar que estes mesmos músicos estariam a compor juntos, naquele dia, naquelas horas? Seria um presságio? O Destino? Porquê estes e não outros? O que terá de acontecer, acontecerá. Está escrito nas estrelas.  Esta obra contou com a construção textual e dramaturgia de Hélder Wasterlain, encenação de Adérito Araújo e João Fong e direção musical de Luís Pedro Madeira.  Uma leitura do espaço-tempo e da perceção de DESTINO, a meu ver, bastante interessantes. Destaco a deliciosa componente musical. Para quem experienciou, podia fechar os olhos e viajar pelo inconsciente. Uma viagem “sem destino”... ou talvez … "com"...  Afinal, o que iremos fazer ou pensar já está predetermi...