Uma obra intemporal do escritor britânico, Lewis Carroll, onde a imaginação e a distopia materializam-se, desafiando Alice, uma jovem rapariga, a procurar respostas para as dúvidas que a perturbam. Uma luta partilhada com o leitor/espetador, em que os conceitos da consciência do TEMPO, a noção do REAL e do FICCIONADO e a ideia do CERTO e ERRADO, são colocados à prova.
Este espetáculo teve como responsáveis Maria João da Rocha Afonso pela tradução e adaptação do texto original de Lewis Carroll, encenação de Marco Medeiros, com assistência de Rebeca Duarte e direção musical e composição de Artur Guimarães, com assistência de Carlos Meireles.
O SONHO materializou-se em frente dos nossos olhos! Todas as áreas do espetáculo uniram-se e trabalharam com a precisão de um relógio suíço, entregando algo fantástico aos espetadores.
O trabalho de cenografia, de Ângela Rocha, com a idealização dos diferentes momentos e espaços – um mais surreal que o outro –, acompanhados com os igualmente surpreendentes figurinos, de Rafaela Mapril, o desenho de luz, de Marco Medeiros, e o desenho de som, de Sérgio Milhano. Em suma, quatro elementos que trabalharam em perfeita harmonia.
Já em relação à componente interpretativa, igualmente sem palavras, tanto pelo jogo entre intérpretes, como a vertente musical. Uma simbiose magistral que culminou numa ondulação de sensações – componente adjacente e premente à obra.
Para terminar o meu comentário, parabenizo TODOS os elementos que participaram direta ou indiretamente ao espetáculo. Certamente, um contributo fundamental para ter a qualidade que tem.

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