A simplicidade de um jovem casal que vive a recente experiência de serem pais. Um escritor sem editora, uma nora que não é bem apreciada pelos sogros, solidão, uma saída à noite, um mistério, uma dúvida. A insistência é constante. Até que ponto os jogos psicológicos são legítimos para se conseguir a tão desejada PAZ / ESTABILIDADE / TRANQUILIDADE? Se algo não correr como esperado, deve existir a culpa?
Estas são algumas ideias que acredito estrem presentes no texto de Jon Fosse, dramaturgo norueguês, Nobel da Literatura de 2023, ‘A Noite Canta os Seus Cantos’, que é posto em cena pela Baal17. Para tal, contou com a tradução de Pedro Fernandes e Manuel Resende e encenação de Luís Varela.
O texto é maravilhoso! Acabei o espetáculo confuso, revoltado e, estranhamente, satisfeito com essa mistura de sensações. Um trabalho que coloca em prova a cabeça do espetador com as suas sucessivas repetições e insistências, fazendo-o questionar o porquê daquilo estar a acontecer. É engraçado que até hoje, continuo com essas perguntas no ar.
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