"A Morte", ou simplesmente, "morte", mantém-se na nossa atualidade como um tema que deixa muitos de nós desconfortáveis ao procurar desvendar o seu significado e as suas consequências.
A partir do romance de José Saramago, sendo a peça intitulada com o mesmo nome da obra, a Cooperativa Bonifrates, com a adaptação dramatúrgica de João Maria André e a encenação de João Paulo Janicas, levam a palco uma das perspectivas de Saramago de como seria o nosso país se a morte deixa-se de ter efeito nas pessoas. Quais seriam as suas reações? Quais os problemas políticos e sociais que iriam emergir, ou realçar? Para além, da fantástica história de amor entre a própria morte e um dos seus condenados.
Considero que o grupo apresentou um trabalho interessante, utilizando elementos em cena, mais especificamente elementos digitais, que me chamaram à atenção pela positiva. Contudo, sinto que a duração da apresentação é um pouco exagerada. A uma certa altura do espetáculo, senti-me incomodado de ali estar. Mesmo existindo um intervalo, acredito que não foi aplicado no melhor momento da história. A meu ver, a redução das 2h20 de apresentação é fazível.
(Primeira publicação a 2 de março de 2023, em https://www.facebook.com/itsjoaojosesilva/)
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