A violência, o medo e a extorsão são alguns dos indutores que impulsionam certas pessoas ou grupos sociais ao estatuto de PODER. Bertold Brecht, já na sua época, observava estas questões e criava os seus textos como modo a exposição destes perigos, abrindo meios de reflexão para com o seu público. Em “A Ascensão de Arturo Ui”, cria paralelismo entre a ascensão de Hitler ao poder político na Alemanha, com os confrontos de gangsters nos Estados Unidos da América, com maior destaque para o domínio de Al Capone.
A companhia Teatro Didascália, apresenta-nos a sua reflexão, concebendo um ponto de ligação com o que está a acontecer nos nossos dias. A frieza do mundo capitalista, o crescimento de movimentos políticos extremistas, os jogos de manipulação, entre outros pontos.
Este projeto teve como responsável pela tradução José Maria Vieira Mendes, sendo a dramaturgia e encenação entregues nas mãos de Bruno Martins, com assistência de encenação de Cláudia Berkeley.
Um texto que me criou muitas dúvidas, mas positivas. Que perigos andam por aí? Estou eu a ser cúmplice sem ter consciência disso? Como posso ajudar a conter esse crescimento?
Achei bastante interessante a opção de cenário com conotação industrial.
Comentários
Enviar um comentário