Todos aqueles que estudam ou admiram a arte dramática, em algum momento dos seus percursos, já se deparam com a peça “Antígona”, de Sófocles (ou até mesmo, só ouviram o título). Um dos grandes clássicos da dramaturgia mundial. Apesar deste texto já ter sido revivido inúmeras vezes ao longo dos anos, a companhia Teatro da Rainha, quis apresentar a sua interpretação, com base, não da tradução direta de Sófocles, mas sim da tradução e adaptação da escritora inglesa, Anne Carson.
Como se costuma dizer, “leituras diferentes, levam a pensamentos diferentes”, e por sua vez a, ”encenações diferentes”.
Esta produção contou com a tradução de Isabel Lopes e encenação de Fernando Mora Ramos.
Uma visão cativante desta obra. Ao mesmo tempo que permanece o enredo original, são incorporados elementos que suscitam muitas dúvidas, mas daquelas que surgem por aquilo que é dito ou mostrado (das positivas).
Destaco a iniciativa final da criação de um fórum de discussão para a explicação de dúvidas do porquê dos elementos apresentados e as suas funções. Algo bastante importante, não só para um melhor esclarecimento da peça, mas também como método educativo para aqueles que procuram estudar a vertente de encenação.
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