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“«Magnético», de Abel Neves”, por CENDREV.

Mais uma das belas estória do dramaturgo português que deixa qualquer cabelo em pé! 

Dois casais se perdem, durante a noite, no meio de uma serra, ambos por problemas associados aos seus automóveis. Estes, deparam-se num local, aparentemente, abandonado, sem rede telefónica, dominado por dois irmãos que ali vivem isolados, com os seus próprios métodos de sobrevivência. Com o passar do tempo, os medos chegam à flor da pele e a compreensão “do outro”, torna-se um fator essencial. 

O que faria numa situação destas? 

Este projeto contou com Abel Neves como responsável pelo texto e pela direção, com assistência de Rui Nuno. 

Um texto com momentos cómicos, ainda assim, mantendo um clima de tensão e desconfiança do início ao fim do espetáculo. Um espaço cénico com um cenário composto (a moradia dos irmãos), atento aos mínimos detalhes (destaco o movimento constante do candeeiro de rua, simulando o vento). 

A lição que retiro desta peça é que da próxima vez que passar por uma serra de noite, terei mais atenção às condições do carro em que estou.

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