Todos nós temos medos, é algo natural. Com o passar dos anos, uns vão desaparecendo e sendo substituídos por outros. Marie Suel, autora do texto, apresenta esta ideia pela perspectiva de uma menina, no início do seu percurso, e a de um velho, com um percurso já bastante trilhado. A diferença de medos é gigantesca, mas o que os une é o método de compreensão e superação dos mesmos.
Quem é que nunca ouviu o conselho para respirar bem fundo quando está com medo de alguma coisa?
Este projeto contou, como referido anteriormente, com texto de Marie Suel, a sua tradução por Margarida Madeira e a encenação de Patrice Douchet.
A última produção que assisti do teatromosca (“Ilha de Morel”), deixou-me extremamente frustrado. Nesta segunda oportunidade, admito que sai mais satisfeito.
Com a parceria destas três companhias (duas portuguesas e uma francesa) é criado um espetáculo que aborda um tema muito interessante, num mundo cénico extremamente requintado, cheio de pormenores. Contudo, não concordo com certas opções, tais como, a de manter uma parte do texto em francês (compreendo o propósito, mas são várias partes importantes do texto que ficam perdidas em cena), a outra, é a de seleção da faixa etária. Volto a frisar que, apesar de contar com um tema importante a ser discutido com essa faixa etária, a construção do espetáculo não estava na mesma linha.
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