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“La Sociedad de la Nieve”, por Juan Antonio Bayona.

O primeiro comentário de 2024. Este novo ano começou com uma grande mudança na minha vida. Estou em Vigo, na Galiza, Espanha, pelo programa ERASMUS+, em continuação dos meus estudos teatrais. Apesar de ter chegado a meados de janeiro, ainda estou em fase de adaptação e, infelizmente, não tenho conseguido assistir a tantos espetáculos ou eventos culturais como gostaria.  Creio que a partir de agora terei mais oportunidade de conhecer o que de bom Espanha tem para oferecer a nível cultural. 

Como cá estou, nada melhor do que assistir a um dos filmes espanhóis mais comentado do momento, “La Sociedade de la Nieve”. Vencedor de várias categorias nos “Premios Goya”, entre elas a de melhor filme e a de melhor realização, sendo também indicado para os Óscars, na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro”, entre outras distinções. 

Esta produção recria uma das histórias mais marcantes para a sociedade uruguaia. A queda do avião da Fuerza Aérea Uruguaya que transportava uma equipa de rugby de Montevideo (Uruguai) até Santiago (Chile) na Cordilheira dos Andes. Apesar de terem sobrevivido algumas pessoas, muitas outras perderam a sua vida naquele “inferno de neve”. O filme explora as fortes emoções e confrontos psicológicos dos passageiros e a exposição das suas escolhas numa tentativa de sobrevivência. 

Esta produção teve como responsáveis Juan Antonio Bayona, pela realização, e Bernat Vilaplana, Juan Antonio Bayona, Jaime Marques-Olarreaga, Nicolás Casariego pelo guião. A produção esteve a cabo da Netflix e da Misión de Audaces Films. 

Para uma melhor experiência assisti a este filme numa sala de cinema. Considero que esta opção intensificou imensamente a minha receção do conteúdo. Realmente, um trabalho, a nível geral, muito bom. Destaco, o guião e a prestação dos intérpretes. Colocou-nos (espectadores), numa posição emotiva e ao mesmo tempo de questionamento. Se estivéssemos na mesma situação, tomaríamos as mesmas decisões? Que ações tomaria pela minha sobrevivência? 

Tive a oportunidade de assistir a este filme com uma colega uruguaia que teve a amabilidade de me responder a questões específicas da comunidade uruguaia que desconhecia por completo. Nesta troca de impressões, foi possível perceber a atenção aos detalhes levada a cabo pelo executivo. 

A meu ver, esta produção merece todos os louvores que está a receber. Um trabalho muito bom! 

Volto a destacar a fantástica imersão que tive na sala de cinema e aconselho a quem tiver oportunidade de assistir da mesma forma, a fazê-lo, pois não se irá arrepender.

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