Como agora ficarei algum tempo por terras galegas, não poderia deixar passar os momentos festivos da comunidade sem descobrir como se celebra o ENTROIDO (CARNAVAL), em Vigo.
Apesar de não ser o concelho mais forte das celebrações na Galiza (dito pelos próprios residentes), fui investigar o que fazem por cá. Infelizmente, não consegui acompanhar a programação completa, mas ainda assim, consegui assistir à “Quema del Meco” e participar no “Entierro del Meco”.
A “Quema del Meco” acontece no terça-feira de Carnaval e nada mais é do que, como o próprio nome indica, a queima de um boneco. Num modelo de recriação dos julgamentos da Inquisição espanhola, são expostos dois bonecos, sendo um deles uma homenagem a algo, ou alguém, positivo para a sociedade galega e o outro a crítica de algo, ou alguém, negativo para os galegos. Após a apresentação das caraterísticas de ambos, os “chefes inquisidores” perguntam ao público se se deve ou não queimar o boneco (como se a resposta já não fosse evidente). De repente, numa praça lotada, só conseguimos escutar, “LUME! LUME!”. Após o decreto final, o boneco condenado é eliminado através de explosões de pirotecnia. Um momento bastante interessante, que caracterizo como “à Grande e à Galega!”.
Com a desintegração do boneco, os “servidores da Inquisição”, coletam as cinzas do mesmo e colocam-nas num baú para que no dia seguinte (quarta-feira) aconteça o “Entierro del Meco”.
No Entierro, as pessoas disfarçam-se e participam no cortejo fúnebre “daquele que mandaram queimar”. Vestidas de negro e com outros adereços carnavalescos, um “mar de gente” acompanha a procissão a “chorar” pelo defunto, enquanto fazem “macacadas”.
Como não podia faltar à festa, experimentei participar no cortejo e digo que foi uma experiência espetacular!
São tradições divertidas que, a meu ver, devem manter-se no espírito dos habitantes de Vigo. Definitivamente, uma experiência que ficará bem guardada na minha memória.
Acredito que poderia melhorar se, na zona onde se dá a maioria do evento, existissem barracas de comes e bebes, por exemplo, de iguarias tradicionais galegas, para concentrar as pessoas no recinto e prolongar os festejos e a animação.

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