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“Quema del Meco” e “Entierro del Meco”, celebrações do ENTROIDO 2024, em Vigo, Galiza, Espanha.


Como agora ficarei algum tempo por terras galegas, não poderia deixar passar os momentos festivos da comunidade sem descobrir como se celebra o ENTROIDO (CARNAVAL), em Vigo. 

Apesar de não ser o concelho mais forte das celebrações na Galiza (dito pelos próprios residentes), fui investigar o que fazem por cá. Infelizmente, não consegui acompanhar a programação completa, mas ainda assim, consegui assistir à “Quema del Meco” e participar no “Entierro del Meco”. 

A “Quema del Meco” acontece no terça-feira de Carnaval e nada mais é do que, como o próprio nome indica, a queima de um boneco. Num modelo de recriação dos julgamentos da Inquisição espanhola, são expostos dois bonecos, sendo um deles uma homenagem a algo, ou alguém, positivo para a sociedade galega e o outro a crítica de algo, ou alguém, negativo para os galegos. Após a apresentação das caraterísticas de ambos, os “chefes inquisidores” perguntam ao público se se deve ou não queimar o boneco (como se a resposta já não fosse evidente). De repente, numa praça lotada, só conseguimos escutar, “LUME! LUME!”. Após o decreto final, o boneco condenado é eliminado através de explosões de pirotecnia. Um momento bastante interessante, que caracterizo como “à Grande e à Galega!”. 

Com a desintegração do boneco, os “servidores da Inquisição”, coletam as cinzas do mesmo e colocam-nas num baú para que no dia seguinte (quarta-feira) aconteça o “Entierro del Meco”. 

No Entierro, as pessoas disfarçam-se e participam no cortejo fúnebre “daquele que mandaram queimar”. Vestidas de negro e com outros adereços carnavalescos, um “mar de gente” acompanha a procissão a “chorar” pelo defunto, enquanto fazem “macacadas”. 

Como não podia faltar à festa, experimentei participar no cortejo e digo que foi uma experiência espetacular! 

São tradições divertidas que, a meu ver, devem manter-se no espírito dos habitantes de Vigo. Definitivamente, uma experiência que ficará bem guardada na minha memória. 

Acredito que poderia melhorar se, na zona onde se dá a maioria do evento, existissem barracas de comes e bebes, por exemplo, de iguarias tradicionais galegas, para concentrar as pessoas no recinto e prolongar os festejos e a animação.

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