Num dos momentos mais importantes para a comunidade escolar da ESAD Galicia, o “obradoiro” (oficina de criação), consiste em que os alunos do 4º ano, dos quatro cursos existentes da instituição (cenografia, dramaturgia, encenação e interpretação), criem e executem um projeto teatral.
“Plumas e Alcatrán”, apresenta relatos de mulheres galegas que foram torturadas pelo regime franquista. Além do mais, a peça critica a posição dos governantes estatais que mantêm estas informações ocultadas à população.
Uma homenagem as Mulheres que, em tempos, foram torturadas por marcharem contra os pensamentos do regime.
A dramaturgia esteve a cabo de Alba Villar e a encenação por Laura Barral e Rocio Garcia. A coordenação pedagógica foi dirigida por Vanesa Sotelo, Ana Arteaga, David Mortol e María Francelina.
Uma produção que, no seu conjunto, estimei. Um texto potente, não só pela componente descritiva, mas também pela mensagem política que carrega. Já a nível cénico, gostei de como o espaço foi construído e da proposta de jogo que os elementos escolhidos proporcionaram, como por exemplo, a composição do cenário, os efeitos sonoros criados em cena, a composição da projeção de vídeo e as diferentes posições de ação. No entanto, considero que necessitariam de mais algum tempo de ensaios, principalmente para a retificação dos momentos corais e o aprofundamento da “verdade emocional” das personagens.
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