Homenageando seis artistas galegas (Bella Otero (cantora e bailarina), Maruja Mallo (pintora), Mercedes Mariño (atriz), Maruxa Villanueva (atriz), Eugenia Osterberger (compositora), María A Balteira (trovadora) e Tania Villamarín (atriz)), a companhia Maquinarias Teatro criou este espetáculo com a intenção de demonstrar, utilizando as histórias destas mulheres como exemplo, de como a Arte é um elemento crucial para o desenvolvimento pessoal e social. Ao mesmo tempo, expuseram o contexto precário em que se encontra o sistema artístico. Como dito pela própria companhia e passo a citar, “Uma comédia sobre como ser artista… e mulher.”.
Esta produção teve como responsável pela encenação, Paula Carballeira.
Destaco o meu agrado pelo tema abordado. A ideia de como estas mulheres, utilizando a Arte, conseguiram se destacar nas suas épocas, sendo recordadas até os dias de hoje. Quanto à proposta cénica, considero que ideia é interessante, contudo, fica aquém do espectável. Julgo que a questão rítmica do espetáculo poderia ser reavaliada. A criação de pausas forçadas na interpretação e interações, também forçadas, com o público, causavam desconforto e desconcentração daquilo que estava a ser apresentado em palco.
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