Com a evolução dos tempos e das sociedades, foram alcançados certos direitos e permitidos outros acessos que, hoje, podemos usufruí-los livremente. Destaco a terapia. Tema cada vez mais discutido no meio social.
A companhia De Ste Xeito, cria uma comédia, sob responsabilidade dramatúrgica e de encenação de Manuel Pombal, abordando a mentalidade circundante da terapia, com o lema e passo a citar “A mellor terapia: rirnos de nòs mesm@s!”.
Construída com base narrativa no reencontro de um casal, com personalidades e caraterísticas peculiares, totalmente opostas, enfocada na ideia da desmistificação do tema e dos seus preconceitos agregados. Por outro lado, critica métodos com menor ou nenhuma comprovação científica da sua eficácia, que aproveitam as fragilidades das pessoas para lucrarem em cima disso.
Quanto a nível de espetáculo, destaco o trabalho dos intérpretes nas suas distintas construções de personagens, mais a idealização e construção do cenário. De resto, uma típica comédia que seguiu a sua formatação base. Nada que me surpreendesse ou motivasse.
Reflexiono quanto ao passar da mensagem ao público. Se a intenção da companhia era promover e informar os processos de terapia, acredito que o distanciamento criado com a caraterização de personagens tão estereotipadas, faz com que o público crie uma barreira entre o real e o ficcionado, ou seja, não se sente identificado com a história. O público passa a acreditar que quem realmente necessita desses apoios, são pessoas com aquelas certas características levadas ao extremo.
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