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“Magma”, pelas Compañías Nómada e Lasafueras (ES).

Um material viscoso, de fácil penetrabilidade e com um alto poder de modificar o meio por onde passa. Isto, é o Magma, uma força da Natureza. Num espetáculo que vai de “barranco abaixo”, os seus criadores prometem, com a linguagem da dança contemporânea, apresentar a energia de uma erupção vulcânica.

Esta obra foi coreografada e interpretada por Andrea Catania e Roberto Torres, tendo como diretor, Alex Catona. 

Quanto ao nível de imagem, confesso que fiquei deslumbrado. Trabalho de iluminação e de manipulação dos corpos, simplesmente, divinais. O trabalho de movimentação fluida e de alta carga energética (sem exageros) levava o espetador a viajar num mundo claustrofóbico, sufocante e desesperador. Destaco os efeitos utilizados, como a amplificação do espaço de cena com o eco vocal e as imagens e sonoridade da coreografia com a corrente de ferro. 

Termino esta jornada de espetáculos pela Galiza de uma forma fantástica.

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