Espetáculo que integrou as "Comemorações em Coimbra do Centenário de Amílcar Cabral", “Amílcar Geração” apresenta-nos a importância da figura de Amílcar Cabral como pilar da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde e de outros tantos países da periferia que passavam pela mesma situação na segunda metade do século XX. Um símbolo gigantesco da história, exemplo a seguir de uma geração que, ano após ano, tem caído no esquecimento da população.
Além da componente documental, esta obra também é composta por memórias do próprio intérprete, Ângelo Torres. Reivindicar a luta pelo ensino e conservação da memória de Amílcar Cabral.
A peça teve como responsável pela sua idealização, encenação e interpretação, Ângelo Torres. Já pela dramaturgia, Guilherme Mendonça.
Reconheço que até assistir o espetáculo, o meu conhecimento sobre a personalidade de Amílcar Cabral era bastante escassa. Como muitos outros, apenas o nome me era familiar. Saí da apresentação já com alguma noção de quem foi e aquilo que representa e com vontade de investigar mais. Achei o ato I (do depoimento) extremamente interessante, passando de momentos descontraídos a momentos tensos, através de poucas palavras. Algo realmente atrativo. Apesar dos atos seguintes apresentarem uma componente histórica também interessante, não me cativaram a atenção da mesma forma. Acredito que a extensão do texto e a continuação do mesmo registo interpretativo sejam as causas desse meu “desligar” com a ação.
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