Produção do Teatro Nacional D. Maria II, “Quis Saber Quem Sou”, não é um espetáculo de teatro musical, mas sim, ao que posso designar de, um “concerto que incorpora momentos teatralizados”.
Este, foi um projeto que integrou as Comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de abril. O espetáculo conta com a recolha de canções, cantigas e palavras de ordem que remontam a essa época, essa mentalidade, essa energia! Na voz de jovens intérpretes, é apregoada a palavra intemporal, “LIBERDADE”!
Este espetáculo contou com a conceção textual e encenação de Pedro Penim.
A apresentação culminou em algo que acho incrível, que é a união de todo um público, de idades diversas, nas canções que marcaram um povo. Gostei bastante da lista musical, sob direção de Filipe Sambado, como também das interpretações das mesmas canções. Trabalho de direção vocal de João Neves. Cantares celestiais.
Inicialmente, admito que não estava muito engajado naquilo que me estavam a querer transmitir. Numa fase posterior, comecei a ser agarrado, até que acabei a deliciar-me a cantar “Somos Livres” de Ermelinda Duarte.
Destaco a idealização cenográfica de Joana Sousa. A incorporação de espelhos para aumentar a massa humana, acredito ser um pormenor muito interessante.
Reconheço o trabalho fantástico do texto coral e compreendo o seu significado, mas, confesso que fiquei maçado dessa escuta monocórdica constante. Outro ponto que me pôs a questionar, foi o frequente apontar de dedos para o público e a inquietude dos intérpretes. Pessoalmente, não me senti desafiado a refletir sobre as questões apresentadas, mas sim, pensar: “mas quem és tu para me apontares o dedo dessa maneira?”.
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