O Amor e as suas diferentes formas de ação e compreensão. Através da história sombria e de amor de um casal de jovens, Brian Friel, autor da obra, critica os costumes e preconceitos da sociedade conservadora da sua época, além do confronto dos amantes com essa mesma realidade.
‘Amantes Vitoriosos’ é uma das duas peças que pertencem à obra, ‘Amantes’ (‘Amantes Vitoriosos’ e ‘Amantes Perdedores’).
A apresentação teve como responsável pela tradução, Orlando Vitorino e a encenação esteve ao comando de Élvio Camacho e Paula Erra.
Uma concretização bastante interessante, com destaque para a componente de cenografia, de responsabilidade de Ana Limpinho e Maria João Castelo, pela repartição dos elementos mencionados em texto por todo o espaço de cena e a interessante construção do barco, mais o trabalho corporal por parte dos intérpretes Filipe Gouveia e Sofia Nóbrega.
O ponto que me criou um certo desconforto, não diretamente ligado às opções cénicas, foi o facto de o recinto de apresentação ser tão pequeno e próximo (ponto que até certa medida é algo benéfico e enriquecedor da ligação entre cena-público), os momentos mais frenéticos tornavam-se incomodativos pela intensificação dos volumes vocais.
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