O TRABALHO é um pilar estrutural na vida das pessoas. Desde pequenas, na escola, são habituadas a este tópico e até ao fim das suas vidas conviveram com tal. A ação para a criação ou obtenção de algo pretendido, que pode surgir por estímulo próprio, ou, na maioria dos casos, por conta de outrem. A certo ponto, o TRABALHO incorpora-se tanto em nós, que lhe damos prioridade para tudo, inclusive no ato de VIVER.
Para combater tal problema e, principalmente, para suprimir o desejo de massificação da produção, as máquinas começaram a substituir as pessoas nas realizações de tarefas. Mais produtivas, menos horas de descanso, menos reclamações, etc. - uma panóplia de vantagens que levam à redução de custos.
PROBLEMA! Sem trabalho, as pessoas não ganham dinheiro. Como podem as pessoas viver e aproveitar a vida sem dinheiro, num mundo que se rege pelo dinheiro?
Neste projeto, Igor Gandra esteve como responsável pela conceção do texto, da encenação e da cenografia, com assistência de encenação de Carla Veloso.
A nível estético o espetáculo era muito cativante, com inúmeros objetos manipulação e um cenário que permitia vários jogos de interação - sob coordenação de Igor Gandra e Eduardo Mendes. Destaco a conceção e a manipulação dos braços mecânicos e da marionete humanóide de tamanho real - do que percebi, a especialidade do trabalho do Teatro do Ferro.
Confesso que o que menos gostei, foi a escassa energia em palco. Um espetáculo que, pela sua proposta, tanto de texto, como de ação, pedia uma maior extroversão. Creio que o uso constante dos microfones de lapela tenha sido um dos fatores para essa baixa de energia - tanto que em certos momentos, principalmente no canto, era difícil a compreensão do que estava a ser dito.
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