Luís Vaz de Camões, um dos nomes mais célebres da literatura portuguesa, que, através da sua grande obra, “Os Lusíadas”, o seu mérito é reconhecido e recordado até aos dias de hoje, não só em território nacional.
Espetáculo que acompanha as celebrações do seu 500ª aniversário de nascimento, a ATEF - Companhia de Teatro (Teatro Experimental do Funchal) homenageia este grande nome da história de Portugal, através de um texto de um outro nome sonante da literatura portuguesa, José Saramago. A obra “Que farei com este livro?”, conta-nos a história do árduo processo de publicação daquele que viria a ser o “grande símbolo” da literatura portuguesa. O desinteresse da coroa, os problemas económicos de Camões e a censura pela Santa Inquisição, são alguns dos fatores apresentados.
Como referido anteriormente, o texto base é de autoria de José Saramago, mas este passou pela adaptação e encenação de António Plácido.
Um espetáculo que se sustenta pelas componentes textual e histórica - pessoalmente, não é o meu estilo de texto favorito, contudo, reconheço o seu mérito, principalmente pela opção de partilha da história desta grande figura nacional e do seu contexto histórico.
No seu todo, achei a peça interessante, no entanto, chamaria a atenção na imposição das músicas de transição ainda nas falas dos intérpretes, o que levava à não compreensão do que estava a ser dito.
Destaco um “elemento de marca” da ATEF, peculiar no contexto global, que são os elencos compostos. Neste exemplo, contaram com quinze elementos, entre intérpretes e figurantes. Algo raro de se encontrar em outras produções por aí.
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