Após a consagração de “Melhor Filme Estrangeiro”, nos ‘Oscars 2025’, com “Ainda Estou Aqui”, Walter Salles reforça o seu posto como um dos grandes cineastas brasileiros e contemporâneos.
Revisitando a história, mais precisamente a 1998, estreava nos cinemas, “Central do Brasil”, filme que viria a ser nomeado e vencedor de inúmeros prémios internacionais, entre eles o ‘Urso de Ouro’ do 'Festival de Berlim' de “Melhor Filme” e o ‘Urso de Prata’ para a “Melhor Atriz”, a Fernanda Montenegro.
Dora (Fernanda Montenegro), ex-professora que ganha a vida a escrever cartas a pessoas analfabetos numa estação de comboios, entrelaça o seu destino com o de Josué (Vinícius de Oliveira), criança de nove anos, filho de uma cliente que teve o triste fado de morrer num acidente diante o seu filho. Sozinho e perdido no Rio de Janeiro, Josué acaba por embarcar numa longa e difícil jornada ao Nordeste brasileiro, com a ajuda de Dora, para encontrar o seu único laço familiar vivo, o pai que nunca chegou a conhecer.
Esta obra teve Walter Salles como realizador e o trabalho de construção do roteiro de João Emanuel Carneiro, Marcos Bernstein e o próprio Walter Salles.
Um filme emotivo, com uma história que viaja pelas entranhas do Brasil. A descoberta de uma região peculiar dos estereótipos “praiano e tropical brasileiros”. Um clima árido, com crenças, rituais e vivências bastante tradicionais. Destaco o fantástico trabalho de interpretação dos protagonistas. Uma conexão bastante forte e a exploração de diferentes camadas interpretativas.
Confesso que foi interessante comparar a Fernanda Montenegro da altura com a de hoje. As similitudes da filha, Fernanda Torres, com a mãe, são muito fortes. Como diz o povo e com razão, “tal mãe, tal filha”.
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