Em celebração aos 30 anos da companhia Escola de Mulheres e o assinalar dos 5 anos da morte da sua fundadora, Fernanda Lapa, um símbolo feminino no teatro em Portugal, esta obra surge como homenagem a essa grande mulher e toda a força feminista que representa. Por coincidência, assisti a esta peça num dia bastante especial para os amantes de teatro, o Dia Mundial do Teatro, a 27 de março. Um compilar de celebrações!
Com o título inspirado na obra “Deseja-se Mulher”, de Almada Negreiros, esta foi também a primeira encenação profissional da homenageada. Uma peça que celebra a vida e obra de Fernanda Lapa e revive a alma e força dos temas que a inquietavam.
A conceção textual teve como responsável Ana Lázaro e a encenação esteve sobre a visão de Cucha Carvalheiro.
Foi o meu primeiro contacto com o trabalho da Escola de Mulheres. Já havia escutado opiniões sobre a companhia e o trabalho da Fernanda Lapa, mas nunca o tinha vivenciado. Tive esta primeira oportunidade num momento especial. Um momento de homenagem de alguém importante, não só para todos aqueles que passaram pela companhia, como também para todos aqueles a quem os seus trabalhos influenciaram de alguma forma.
Um espetáculo bem construído, com um elenco escolhido a dedo e uma estética bastante interessante. Destaco o trabalho de cenário e figurinos de Ana Vaz. Uma conjugação entre o ELEGANTE e o JOGÁVEL, do qual gostei bastante. Também destaco o tipo de humor utilizado. Apesar de em certos momentos, o lado mais carnal se sobressair, em momento algum descaiu para a badalhoquice. ou para a comédia fácil. Por outras palavras, podemos adjetivar como um “humor refinado”.
Para concluir, mais um outro momento que me marcou nesta apresentação, foi escutar pela voz de uma outra grande mulher do teatro, Cucha Carvalheiro, a Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2025, de autoria do encenador grego, Theodoros Terzopoulos.
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