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“HIMALAYA: A Invenção do Sol”, por Seiva Trupe - Teatro Vivo.

Apresentada em contexto das celebrações do ‘Dia Mundial do Teatro 2025’, esta produção da Seiva Trupe - Teatro Vivo, conta a história de um universo paralelo, em que o Sol, não se destruiu, mas se decompôs em raios do espectro de cores. Num jogo de viagens à memória, quebra da perceção entre ilusão e realidade e a exploração da temática das alterações climáticas, uma Rapariga, ajudada pelo padre Himalaya, em tempos, inventor da primeira máquina solar, almeja construir um equipamento capaz de concentrar todo o espectro de cores e reconstituir a luz branca, retomado o mundo à normalidade. 

Esta peça surge a partir de uma ideia original de Sandra Salomé, também responsável pela encenação, e a criação textual esteve sob o comando de Pedro Leitão. 

Recentemente, assisti à produção “Coro das Águas”, da Seiva Trupe - Teatro Vivo e, como já mencionado no “Diário de um Espetador”, não gostei nada. Como acredito que em relação às peças de teatro, o público não deve julgar apenas com um trabalho e deve dar uma segunda oportunidade aos criadores e às companhias, assisti a mais esta produção e tenho a dizer que fiquei satisfeito com o que vi. Não farei comparações entre as duas, pois seria “comparar o incomparável” (temas diferentes, estilos cénicos diferentes, equipas diferentes, etc.). 

Uma viagem atrativa, onde as artes performativas e a ciência se unem de forma lúdica e cativante. Destaco o trabalho de cenografia de Cristóvão Neto, com as maquinarias e as possibilidades de jogo com os adereços cénicos. Outro nome a destacar é o de Paulo Marinho, com o desenho de luz e os seus efeitos fantasiosos. Uma experiência que me colocou dentro de um filme de ficção científica - por outras palavras, “ao vivo e a cores”. 

Nisto tudo, uma pequena dúvida surgiu-me. Questiono o porquê da existência de elementos brancos em cena, visto que a procura das personagens ao longo da peça é a reconstrução da luz branca. Se não estou em erro, os materiais têm as cores que têm, porque não as conseguem absorver. Como pode haver branco, se não a concentração de todas as cores ao mesmo tempo? - se estiver a ter pensamento errado, peço que me corrijam, por favor.

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