A subjetividade do BELO, da FELICIDADE, da PAIXÃO, das PEQUENAS AÇÕES, do OCULTO e da PERCEÇÃO. Temas que nesta obra ganham uma outra dimensão de observação e compreensão, pelo olhar do cineasta napolitano, Paolo Sorrentino - referência no cinema italiano contemporâneo.
Numa viagem épica pela vida de Parthenope, jovem rapariga que encara os "jogos do destino" com o seu devido ritmo, o atento cuidado e a essencial observação, num paralelismo com os misticismos, as peculiaridades e os encantos de Nápoles - uma bela epopeia napolitana.
Como já mencionado, o realizador deste filme é Paolo Sorrentino, sendo ele também responsável pela criação do roteiro. É de destacar a responsabilidade da direção de fotografia de Daria D’Antonio.
Como descrever tal obra prima? Uma questão que me paira na consciência até ao momento em que escrevo este comentário. Um filme divinal, em que a dramatização, a filosofia e a fotografia, mesclam-se nas proporções ideais. A cada cena ficava mais deslumbrado com o trabalho, não só pela sua estética, como também pelo jogo de ações. Uma delicadeza no trabalho da sensualidade e uma coletânea de críticas profundas e sem artifícios (os silêncios e as imagens exprimem-se por si só). Propostas de inúmeras reflexões que dialogavam diretamente com os espetadores - a exposição de todos os ângulos do "Paraíso".
A ironia, a filosofia e a densidade das personagens, são algumas das componentes que tornaram este filme um dos meus favoritos. Não conhecia o trabalho do Paolo Sorrentino, no entanto, felizmente, passei a conhecer da melhor forma. Não só a temática, mas também o método de estruturação do enredo cativaram-me imensamente. Desde já, aconselho vivamente a visualização desta obra.
É importante mencionar que este projeto foi um dos nomeados para o prémio ‘Palma de Ouro’, do Festival de Cannes 2024.
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