RECICLAR, REPRODUZIR, ROUBAR, ADAPTAR, REDUZIR, RECRIAR e ORIGINAL.
Numa primeira leitura, estas palavras podem parecer soltas entre si, contudo, a companhia Mákina de Cena tratou de alinhavar todos estes conceitos e criou um espetáculo, inicialmente idealizado em 2021, a partir de excertos de obras de outros autores, num formato performativo, em que “o que é do outro”, ou, por outras palavras, “o que já foi apresentado”, ganha uma nova vida e contexto com a ADAPTAÇÃO.
Este projeto esteve sob responsabilidade de criação e interpretação de Carolina Santos e Susana Nunes.
Uma dúvida interessante paira no ar: ADAPTAÇÃO de trabalhos de terceiros é ROUBO? Este caso mostra que, apesar da sua composição de fragmentos anteriormente apresentados, o modo como é reconstruída a estrutura dramatúrgica e o novo contexto em que são inseridos, ganham uma nova dimensão, dando origem a um projeto ORIGINAL.
Um trabalho assente em excertos experimentais, com foco para o trabalho corporal e a quebra da 4º parede. Destaco a criação vídeo e o mapping, de responsabilidade de João Catarino, como a utilização de televisões antigas para o tal efeito.
Uma experiência diferente, que possibilitou dar a conhecer aos espetadores a existência de outros espetáculos e artistas que, caso contrário, não saberiam da existência.
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