Para os conhecedores da mitologia grega, o nome “Helena” remonta para DESEJO e GUERRA. Fator principal para a causa da famosa guerra de dez anos entre gregos e troianos (guerra da qual surge a também famosa história do “cavalo de Troia”).
Eurípides, um dos grandes tragediógrafos da Grécia Antiga, apresenta a sua versão do Mito de Helena, a partir de uma outra versão pouco conhecida do mesmo. A Associação Cultural Thíasos, estrutura cultural associada à Universidade de Coimbra, trabalha com a intenção de reviver estas obras da dramaturgia clássica, possibilitando que as novas gerações tenham o conhecimento da sua existência no formato para que foram idealizadas, ao invés de somente uma abordagem teórica académica.
Este espetáculo foi apresentado em contexto do MTU’25 - Mostra de Teatro Universitário, uma festival cultural dedicado à arte teatral, numa colaboração entre o TAGV (Teatro Académico Gil Vicente) e a Universidade de Coimbra (grupos de teatro universitários).
Esta produção teve como responsável pela encenação, Isabel de Rohan, tradução de Alessandra Cristina Jonas Neves Oliveira e assistência de adaptação de Lucas Silva.
Um espetáculo criado por artistas amadores, mas que não deixou de ter pontos por elogiar, nem criticar.
Gostei da energia dos intérpretes em palco, como também de algumas imagens criadas ao longo das cenas, como por exemplo os jogos de fumo que incrementavam as imagens criadas pelos corpos em cena, principalmente do Coro.
Já quanto ao que poderia melhorar, acredito que uma visão mais atenta por parte da encenação quanto à sobreposição de ações em simultâneo poderia ser aprimorada, com destaque para a cena do barco atrás e a narração da história à frente. Sei que encenar e interpretar em simultâneo é complicado, contudo é algo fazível, caso contrário, a delegação de tarefas seria uma boa opção. Outro ponto, foi o complexo e duvidoso jogo de luzes. Acredito que a contínua mudança de cores à medida que os intérpretes se deslocavam em cena, não acrescentou nada.
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