Um espetáculo em que o erro é tratado por “tu”. A tão tenebrosa “falha”, que arrepia todos os integrantes de uma criação artística quando imaginam essa possibilidade, é assumida e transformada em algo manifestante.
Resultante de uma residência artística, denominada de “FALHA”, com a premissa de explorar a analogia entre a fissura geológica que provocou o surgimento desta massa vulcânica a que chamamos de “Ilha da Madeira”, com o impacto da “fissura” do ATEF, em relação ao contexto artístico e social de cinquenta anos de existência na Região. Um aglomerado de falhas que resultaram no que é hoje, com as consequentes repercussões.
Nuno Pinheiro foi o responsável pela encenação e Lígia Soares a encarregada pela dramaturgia do espetáculo.
Gostei do modo como deram uma nova “roupagem” às falhas consequentes de um projeto artístico. Assumir o “erro”, não como um problema, mas sim como uma “visão prismática” de algo.
Destaco o trabalho plástico do Haikus Studio - Alberto Lage e Beatriz Vieira, com elementos visualmente impactantes e com funcionalidades cénicas igualmente interessantes.
Um resultado cativante, dinâmico e que merece o meus parabéns a toda a equipa.
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